Diferença entre ciclone, furacão, tufão e tornado

Uma coisa é certa, seja qual for o nome – ciclone, furacão, tufão ou tornado – estes são sinônimos de apreensão e medo em muitas pessoas, já que estes geralmente são muito destruidores e causadores de catástrofes.

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A imagem que quase todos projetam destes fenômenos é a imensos redemoinhos de vento em forma de funil que giram a centenas de quilômetros por hora, contudo estes não são iguais.



Antes de conhecermos as diferenças, vamos a uma semelhança muito importante, tanto furação, tufão e tornado são considerados ciclones.

Veremos então quais são as distinções e destes verdadeiros fenômenos da natureza.

 

FURACÃO OU TUFÃO

Tanto o furacão quanto o tufão tratam-se da mesma manifestação, o que os distingue é a área onde estes se manifestam. Sendo que os furações ocorrem no Oceano Pacífico leste e no Oceano Atlântico, já os tufões no Oceano Pacífico oeste. Contudo ambos são classificados como ciclones tropicais, pois ocorrem na zona tropical da Terra, ou seja, entre o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio.

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Autor: NASA               Fonte: Flickr                 Furacão Katrina

Caracterizam por se formarem em áreas de baixa pressão atmosférica, sobre os mares e oceanos cujas águas apresentem temperaturas não inferiores a 27 graus centígrados. Apresentam diâmetro de centenas de quilômetros, contudo pode ultrapassar os mil, a região do centro (olho) de cerca de 16 quilômetros e é bastante calma, ao contrário das bordas, onde os ventos podem chegar até aos 300 km/hora.

Sua formação pode durar semanas até que diminua gradualmente e desapareça e pode se deslocam a velocidades de 10 a 50 km por hora.

A intensidade dos ventos dos furacões pode ser classificada em categorias por meio da escala de Saffir – Simpson, a qual foi criada por no ano de 1969 pelo engenheiro civil Herbert Saffir e pelo meteorologista Robert Simpson. Esta escala também possibilita estimar os riscos potenciais de destruição e inundações causados segundo a categoria dos furacões.

Escala Saffir-Simpson

Categoria Descrição Velocidade dos ventos km/h Efeitos Pressão h/Pa
Tempestade tropical  Danos reduzidos  56 – 117 Elevação de 0 a 0,9 m do nível do mar.
1  Danos reduzidos  118 – 153  Elevação de 1,3 a 1,5 m do nível do mar. Inundações, estragos a vegetação e construções de madeira.  Superior a 980
2  Danos moderados  154 – 177 Elevação de 1,8 a 2,4 m do nível do mar. Janelas, portas e telhados são quebrados.  965 – 979
3  Danos extensos  178 – 210 Elevação de até 3,7 m do nível do mar. Danificações em estruturas de prédios. Inundações mais graves. Ventos arrancam telhados.  945 – 964
4  Danos extremos  211 – 249  Elevação de até 5,5 m do nível do mar. Destruição total ou sério comprometimento a estruturas prediais. Árvores são arrancadas. É necessária evacuação no caso de furacões deste porte.  920 – 944
 5  Danos catastróficos  249 – acima  Elevação superior a 5,5 m do nível do mar. Furacões raros que podem destruir tudo que estiver em seu caminho. Perdas catastróficas. É necessária evacuação no caso de furacões deste porte.  Inferior a 920

 

Furacão brasileiro

Lembra que foi dito que os furacões ocorriam na zona tropical, por isso eram chamados de ciclones tropicais?

Então, ocorre que no ano de 2004, um furacão ocorrido no Brasil contrariou essa situação. Ele ficou conhecido como Catarina e causou ventos fortíssimos de até 170 km por hora no Estado de Santa Catarina.

E o que tem de estranho nisso? O fato é que Santa Catarina esta situada ao Sul do Trópico de Capricórnio, na Zona Temperada Sul, desta forma, este furacão que contradisse o que se sabia sobre esta manifestação da natureza.

TORNADOS

O tornados são grandes redemoinhos formados por tempestades, possíveis de serem vistos integralmente a olho nu, ao contrário dos furações cujas observações são realizadas através de satélites.

tornado

Geralmente ocorrem sobre a terra, contudo também podem se desenvolver sobre o mar, recebendo então a denominação de tromba d´agua. Apresentam tamanho e duração menores que os furações, tendo diâmetro que não ultrapassa 2 km e não durando mais que 10 ou 15 minutos, contudo sua força destrutiva pode ser muito maior em escala local, uma vez que seus ventos podem ultrapassar os 500 km por hora. Possuem velocidade de deslocamento entre 30 e 60 km por hora.

Vale lembrar que somente é considerado tornado quando o redemoinho chega a tocar o solo, caso não toque é apenas um “funil”.

Escala Fujita

A escala Fujita, cujo nome homenageia o pesquisador Dr. Ted Fujita da Universidade de Chicago, mede a intensidade dos tornados, classificando-os em seis categorias (F0 a F5, sendo F abreviação de Fujita), as quais foram definidas segundo a velocidade dos ventos e poder de destruição.

Poder destrutivo Velocidade dos ventos Danos causados
Tornado F0  64 km/h a 116 km/h  Danos leves.
Tornado F1  117 a 180 km/h  Danos moderados.  Telhas são arrancadas e carros tombados.
Tornado F2  181 a 253 km/h Telhados são arrancados inteiramente. Grandes árvores são arrancadas e objetos não fixados movimentados.
Tornado F3  254 a 332 km/h  Vagões de trens podem ser descarrilhados.
Tornado F4  333 a 419 km/h  Pode arrancar qualquer árvore e levantar veículos pesados.
Tornado F5  420 a 511 km/h Arremessa veículos a centenas de metros. Destrói casas e prédios com extrema facilidade.

 

Referências:

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/escala-saffir-simpson-referencia-de-intensidade-de-furacoes.htm

www.inpe.br/noticias/namidia/img/clip27082011_01.pdf

www.inpe.br/noticias/namidia/img/clip26092013_11.pdf

http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=279

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